Tecnologia Aeriva

AI Centrada no Humano (Human-Centric AI): O case de UX da Aeriva que quer redesenhar as viagens

Resumo

Na corrida global pela adoção da Inteligência Artificial, a maioria das empresas seguiu a receita padrão: instalar um chatbot na lateral da tela ou inundar o usuário com campos de preenchimento automatizados. No entanto, no setor de turismo, essa abordagem frequentemente cria mais fricção do que soluções.

Por Nicolas Dotti

Publicado porAeriva

ux aeriva

Na corrida global pela adoção da Inteligência Artificial, a maioria das empresas seguiu a receita padrão: instalar um chatbot na lateral da tela ou inundar o usuário com campos de preenchimento automatizados.

No entanto, no setor de turismo, essa abordagem frequentemente cria mais fricção do que soluções.

A startup brasileira Aeriva está chamando a atenção do ecossistema de inovação ao inverter essa lógica através dos conceitos de Human-Centric AI (IA Centrada no Humano) e Anticipatory Design (Design Antecipatório), desenhando uma plataforma onde a tecnologia atua de forma silenciosa para desatar os nós de uma das indústrias mais complexas do mundo como você pode ver nesse vídeo.

Ouvindo a dor antes de escrever o código

Antes de desenvolver sua infraestrutura tecnológica, o time de engenheiros e designers da Aeriva passou meses mapeando o comportamento de viajantes frequentes e iniciantes.

O diagnóstico foi unânime: as pessoas estão sobrecarregadas com o excesso de ferramentas digitais e sentem falta de uma jornada que pareça natural.

O desafio de UX (User Experience) não era criar uma inteligência artificial que se parecesse com um robô inteligente, mas sim uma tecnologia que reduzisse a carga cognitiva do usuário.

Interação simples -> Camada de IA resolve complexidade no background -> Recomendação contextualizada

O que é, na prática, uma AI invisível?

A interface focada no humano desenvolvida pela traveltech se apoia em três pilares técnicos:

  1. Redução de Ruído Visual: Eliminação de pop-ups agressivos de escassez ("Apenas 1 quarto restante!") e de taxas ocultas que surgem apenas na tela de pagamento.
  2. Contexto sobre Dados: Em vez de apenas processar comandos, o sistema cruza variáveis em tempo real (dados de malha aérea, preferências do usuário, imprevistos logísticos) para apresentar opções claras de decisão rápida.
  3. Tecnologia no Backstage: Problemas operacionais e conexões complexas são processados por trás da interface. Para o usuário, a experiência parece simples e fluida.

"Muitos acreditam que inovação em IA significa colocar um prompt de comando na mão do cliente. Nós acreditamos no oposto: se o usuário precisa pensar demais para interagir com a IA, a tecnologia falhou no seu papel principal. O papel da inteligência artificial na Aeriva não é substituir o fator humano das viagens, mas sim eliminar a burocracia e o estresse que se acumularam ao redor delas. Queremos entregar uma jornada onde a tecnologia seja extraordinária justamente por ser invisível." Nicolas Dotti, fundador da Aeriva.

O case da startup demonstra que a próxima geração de produtos de base tecnológica não será definida por quem exibe mais recursos na tela, mas sim por quem melhor entende a psicologia e as necessidades reais do usuário.

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Por

Nicolas Dotti

CEO

Nicolas Dotti é fundador e CEO da Aeriva, uma empresa de inteligência artificial focada na transformação da experiência global de viagens. Com uma combinação rara de visão empreendedora e sólida formação técnica, Nicolas construiu sua carreira na interseção entre tecnologia, produto e inovação, desenvolvendo soluções digitais voltadas para escalabilidade, automação e experiência do usuário. Mais do que um executivo, Nicolas é um programador e hacker por formação. Ao longo dos anos, aprofundou seus conhecimentos em desenvolvimento de software, arquitetura de sistemas e inteligência artificial, com formação complementar em Python, Flutter e tecnologias modernas de construção de produtos digitais. Formado pela Universidad de Palermo, na Argentina, e participante da Escuela de Emprendedores da instituição, sempre manteve uma abordagem prática e orientada à engenharia, participando ativamente da concepção e desenvolvimento de plataformas tecnológicas. Na Aeriva, Nicolas lidera uma equipe multidisciplinar de engenheiros, designers e especialistas em viagens com a missão de aplicar inteligência artificial para eliminar a complexidade da indústria do turismo. Sua visão é construir uma nova camada de inteligência capaz de transformar grandes volumes de dados em decisões mais simples, rápidas e relevantes para viajantes em todo o mundo. Reconhecido por sua mentalidade de construtor, Nicolas acredita que as melhores empresas de tecnologia nascem quando engenheiros enxergam problemas considerados normais e se recusam a aceitá-los como inevitáveis. Essa filosofia orienta o desenvolvimento da Aeriva desde seus primeiros dias: criar tecnologia sofisticada que opere nos bastidores, tornando as viagens mais intuitivas, humanas e acessíveis.

Atualizado em 20 de junho de 2026